quinta-feira, outubro 22, 2009

Contradições e certezas?

Não quero a vida
mas não paquero a morte.
Não quero mais o sonho
mas não vivo a realidade.
Da realidade não fujo
mas sonhos também não crio.
Me esqueci de amar
mas não renego afeto.
Onde estou?
Onde fui parar?
Quem meu grito pode ouvir
se já não sei nem mais falar.
Estou perdida em mim.
Estou presa em quem fui
pois ainda me ouço implorando por mim.
Mas não sei se me quero assim,
não sei se gosto de quem sou,
se gosto do que me tornei.
Estou gritando calada porque
não quero que ouçam que perdi.
Não quero que saibam que
em meu peito um coração calou, cansou.
Seu tum-tum é somente um susurro calmo
de quem vai indo pois parar não pode
mas caminhar não quer.
Fica, fica, fica, fica, fica.

Ela sempre quis ser amada
Ela nunca foi amada
Ela nunca soube amar
Ela nunca percebeu o amor.

De quem ela esperou o amor?
Dequem ela desdenhou o amor?
De quem ela precisou do amor?

Amar e não amar ela escolheu
Amar e não ser amada deram a ela
Em ambas situações a ela só o sofrer restou
Em uma, mais solidão que tudo.
Querer
Saber
Ser
Perceber
São todas ações que
só mesmo o vazio preenchido
por lembranças ficou.

Socorro
Na voz de Gal Costa

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada

Um grande abraço, ótimo fim de semana para todos nós.

7 comentários:

paula barros disse...

Reflexão da vida que se teve e tem, sempre traz mudanças.

E siga gritando e se ouvindo. abraços

Valdeir Almeida disse...

Vanna,

Lembrei-me agora de um texto que escrevi. Nele eu afirmo que "não gostar de alguém" não significa "odiá-lo", mas simplesmente, "não sentir nada".

Seu poema demonstra isso, mas utilizado outros sentimentos. Não querer a morte, mas também não flertar com a vida, é um exemplo a partir do qual você delineia o texto.

No decorrer do poema, o eu-lírico apresenta a consequência disso: um vazio de sentimento, que clama por ser preenchido. Mas como preencher: com a vida ou com a morte? Com o amar ou não-amar?

Gosto de poemas assim, filosóficos, íntimos e questionadores, tudo num só lugar.

Parabéns, Vanna.

E um bom final de semana pra você também.

Valdeir Almeida disse...

Quanto ao texto "O trema não morreu", não se falou que o fim do trema resultaria também numa nova pronúncia.

O que se tentou discutir ali foi que a pronúncia continuará a mesma, mas os falantes que não têm convivência com determinadas palavras (sobretudo as arcaicas ou que são de outro ambiente de comunicação) não saberão como irão pronunciá-las corretamente.

É por isso que não achei racional a extinção do trema.

Abraços.

Sandra disse...

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Luma Rosa disse...

Não sei se para viver precisamos estar amando ou mesmo sonhando. Pessoas realizadas consigo mesmas, apenas vivem e usufruem do momento, sem ansiedades. O que vier de sonhos ou de amor, acrescentarão mas em nada subtrairá, justo porque o produto final está íntegro! Bom fim de semana! Beijus,

André Ricardo disse...

hummm...eu lewmbro desta...depois comento com mais calma! Estou carimbando minh passagem por aqui.
bjos
André Ricardo

Claudio disse...

Olá minha amiga. Desculpe a minha ausência. Muitos afazeres.
O seu texto - ótimo, por sinal - reflete as nossas inquietudes existenciais.
Pelo menos te digo o seguinte, são aflições que atingem a todos nós.

Bjs e uma excelente quarta-feira.